Bioética de intervenção: nada sobre nós, sem nós

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Departamento de Bioética, Universidad El Bosque

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Propósito/Contexto. Reconhecer a Bioética de Intervenção (BI) como importante marco conceitual, principalmente no contexto latino-americano. Metodologia/Enfoque. Revisão integrativa, utilizando o termo bioética de intervenção para pesquisa em diversas bases de dados, buscando contextualizar seu conceito.  Resultados. A BI está se apresentando como importante referencial para a compreensão das realidades sociais e propor mudanças ante as desiguais relações que se estabelecem entre países centrais e periféricos no sistema-mundo capitalista. Assume-se a existência de uma clara politização acerca dos problemas morais, tidos como situações persistentes e emergentes, que afetam principalmente os mais vulnerados. De caráter transdisciplinar, a BI vai além da biologia, visto que está pautada no paradigma da complexidade e é contrária à fragmentação do conhecimento. Apresenta-se como crítica à bioética principialista e tem como categorias referenciais a corporeidade, o empoderamento, a libertação e a emancipação. Também é composta pelo marco teórico-prático denominado de “quatro P’s”: prevenção, proteção, precaução e prudência. Discussão/Conclusões/Contribuições. É fundamental pensar e enfrentar os problemas que afligem as populações periféricas a partir das pessoas e epistemologias desses locais, utilizando um filtro epistemológico dos países periféricos, em relação ao pensamento historicamente hegemônico do centro do sistema-mundo capitalista, consistindo, também, num movimento de decolonização e de intervenção sem intromissão.

Abstract

Palabras clave

bioética, América Latina, vulnerabilidade social, epistemologias do sul, desigualdade

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